Quem sou eu

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São Carlos (cidade natal), SP, Brazil
Sou formada em Psicologia pela UFU em 1996, fiz Aprimoramento Profissional em Psicologia Hospitalar pela PUC/Camp em 1998, formação de Educadora Perinatal pelo Grupo de Apoio à Maternidade Ativa em 2004, e Curso de Extensão em Preparação Psicológica e Física para a Gestação, Parto, Puerpério e Aleitamento pela UNICAMP em 2006, onde,neste mesmo ano, participei da palestra "Dando à luz em liberdade - Parto e Nascimento como Evento Familiar" com a parteira mexicana Naolí Vinaver Lopez. O que é uma doula? Aquela que serve (ajuda)outra mulher durante o trabalho de parto. Gosto de pensar a doula como acompanhante facilitadora. E o que é educadora perinatal? Aquela que tem formação para dar cursos para gestantes, falando sobre as mudanças no corpo da gestante, desenvolvimento do feto, parto, amamentação, puerpério e primeiros cuidados com o recém-nascido. Atualmente morando em São Carlos/SP. Contato: vaniacrbezerra@yahoo.com.br (16) 99794-3566 (16)34137012

domingo, 26 de novembro de 2017


"E se eu quiser parir, eu posso?"
E se eu puder, o que mais preciso saber?
Dúvidas à respeito de como pode ser seu parto? Se você tem escolhas? Mas "E se... ?"
E se o cordão estiver enrolado no pescoço, e se o bebê for grande, se passar das 40 semanas, e se quiser parto mas precisar da cesárea na hora, e se eu entrar em trabalho de parto no dia de Natal ou no Réveillon?!!!!
As respostas a estas e outras perguntas você pode encontrar no Pradoulas.
Primeira reunião do Grupo "E se... ?"
Dia 02/12/17 - sábado - às 14h30 na Rua Jesuíno de Arruda, 1228
Jardim São Carlos (bairro que fica entre a Estação Ferroviária e o SESC.
Não é necessário fazer inscrição. É só chegar e escolher o lugar. Acompanhantes são e sempre serão bem vindos.
Facilitadoras: Vânia C. R. Bezerra - Psicóloga Hospitalar e Doula, e Karina De Groote - Enfermeira Obstetra e Doula.
Dúvidas? Entre em contato preferencialmente pelo whatsapp em horário comercial : (16) 99794-3566


Rua Jesuíno de Arruda, 1228 São Carlos - SP

domingo, 17 de setembro de 2017

Preparação para o parto, amamentação e primeiros cuidados com o bebê

Preparação para o parto, amamentação e primeiros cuidados com o bebê
Em São Carlos no sábado dia 23/09/2017 das 14 às 18h00

com Vânia C. R. Bezerra - 
Doula há 13 anos, Educadora Perinatal e doula Pós-Parto

Psicóloga com formação voltada para Psicologia Hospitalar - CRP 06/51759

As oficinas têm como objetivo facilitar a aprendizagem através da prática, da simulação e da troca de experiências. Saindo do estudo puramente teórico e obtendo maior segurança emocional
para um parto, amamentação e puerpério mais tranquilos.

OFICINA DE PREPARAÇÃO PARA AMAMENTAÇÃO e primeiros cuidados com o bebê
Das 16h00 às 18h00.



Conteúdo: pega correta, como prevenir os problemas mais comuns e como resolvê-los caso apareçam; o que o acompanhante pode fazer para promover e facilitar a amamentação e o vínculo entre mãe e bebê, banho, cura do umbigo, troca de fraldas, rotina do recém-nascido.

OFICINA DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO
-Das 16h00 às 18h00 



Conteúdo: fases do trabalho de parto, posições que facilitam a descida do bebê, como o acompanhante pode ajudar, como a doula pode ajudar, como podem trabalhar em conjunto. O que evitar para não atrapalhar. Técnicas naturais de alivio da dor. O que levar para a maternidade, o que é necessário ter em casa para um parto domiciliar.

Investimento: 200,00 cada oficina, com direito a um acompanhante. (mais 50,00 por cada acompanhante extra).

Para fazer as duas oficinas: $200,00 (pagamento antecipado)
Inscrições ou dúvidas, entre em contato pelo whatsapp: Vânia - (16) 99794-3566
Importante: comparecer com roupas confortáveis, que te permitam ficar de cócoras e sentar-se no chão. Também vamos ficar descalços.
Para a oficina de amamentação, se possível levar uma boneca e um cueiro ou cobertorzinho.

Informação é poder! Venha se preparar, não deixe para começar a perguntar só quando já estiver com o bebê no colo e as emoções à toda velocidade. Comece agora!

sábado, 14 de janeiro de 2017

Tornei-me doula...

Tornei-me doula para que histórias assim não mais se repetissem.

Tornei-me doula para mudar o mundo começando pela forma pela qual se chega ao mundo.

Tornei-me doula para ver mulheres sendo respeitadas e bebês sendo bem acolhidos

Acredito que o amor e o respeito profundo pelo nascimento influencia o vínculo entre mãe e filhos

Acredito que não é determinante - não é uma equação matemática onde o resultado será sempre o mesmo

Mas que fará o resultado pender para um lado ou para o outro.

Lembro de uma reportagem no programa dominical noturno de maior audiência no Brasil

Que falava sobre como mulheres e bebês são tratados no Brasil.

Terminou assim: "felizmente a maioria consegue se recuperar das violências sofridas".

Tornei-me doula porque essa frase me comoveu

E eu tinha 7 anos.

Tornei-me doula porque minhas duas irmãs foram mal tratadas durante os nascimentos de suas filhas.

Tornei-me doula porque eu mesma estava sendo encaminhada para intervenções desnecessárias.

Tornei-me doula porque esse não é o mundo onde eu queira ver minhas sobrinhas e meu filho crescendo.

E quando eu quero uma coisa, eu faço! E você?

Leia esta postagem da Sherazade e saiba como algumas coisas continuam acontecendo na maioria das maternidades do Brasil.

Ser presente

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Onze anos e a doula HP.

Onze anos! Há onze anos fui doula pela segunda vez! Há onze anos acompanhei minha irmã em um parto depois de cesárea, depois de redução de estômago, pressão alta sendo controlada com remédios, perdendo peso até o sexto mês, dores que a levavam vezes seguidas a passar a noite internada para receber remédios (para controlar a dor) na veia...

Encontramos uma médica que não teve medo. Não a tratou como uma mulher bomba.


Uma médica que em uma tentativa honesta de não fazer uma episiotomia, conseguiu não fazer um corte profundo e ao invés disso fez três cortes mais "rasos". (Minha irmã dá muita risada disso e diz que ficou com a marca do Zorro).

Uma manobra de Kristeler (empurrar o fundo do útero para acelerar o nascimento) autorizada pela minha irmã que se sentia sem forças para empurrar... (ela estava com os pés nos estribos!!! Pensa num canal de parto apontando pra cima!!!)

A médica me chamou para ver a cabeça da bebê começando a aparecer e eu vi um tantinho de cabelo, falei que sim, mas na verdade nem soube o que tinha visto, só acreditei nela! rsrsrsr

Minha irmã sentada na cama no dia seguinte, passa um homem no corredor e pergunta: "você que estava gritando ontem?! nossa! minha esposa teve cesárea no mesmo horário, ela ainda não conseguiu levantar"...

Pois é! Parto dói sim, a dor é real, grite se sentir vontade! Faça o que sentir vontade, deixe teu corpo te guiar, não fique analisando... Vai valer a pena!

Honro a oportunidade de continuar sendo doula. E continuo vibrando com cada bebê, que nascendo de parto ou de cesárea, nasceu no dia em que quis e nasceu como pôde.

Há algumas semanas um pai me disse que eu parecia o Harry Potter forçando o Dumbledore a tomar a poção que causava dores, dizendo "está quase acabando, toma mais um pouquinho"...

Achei a comparação sensacional. Objetivos diferentes, poção maligna, mas ambas escondendo "objetos de poder" no final do processo. No caso da doulagem... as mulheres que passam pelas contrações descobrem um poder que não estavam conscientes de ter. Tiveram que enfrentar todo um sistema que as guiava para uma cesárea com hora marcada...

Elas destroem crenças limitantes. Uma vez ajudei uma mulher a passar pela "hora da covardia" lembrando-a de todas as pessoas que haviam dito que ela não ia aguentar, e agora o bebê estava quase nascendo, faltava pouco.

Há onze anos faço isso! Mais de 160 partos. Continuo absolutamente apaixonada pelo que faço!





sexta-feira, 22 de julho de 2016

Formação de doulas em São Carlos


















Com mais de dez anos de experiência em doulagens , agora passo a fazer parte de um Curso de Formação de Doulas em São Carlos.

Tudo construído com muito carinho e consciência, para que nossas alunas saiam confiantes em sua capacidade de iniciar as doulagens.

O curso será misto: teórico-vivencial.
-Quem é e qual o papel da doula na equipe.
- Ética Profissional
- Fisiologia do parto natural
- Recomendações atuais da OMS e Ministério da Saúde para o atendimento ao parto
- Técnicas não farmacológicas de alívio no parto
- Técnicas de massagem
- Psicologia do ciclo: gravidez, parto e puerpério
- Preparação do períneo
- Preparação para a amamentação
- Vivências complementares.
- Como se colocar no mercado de trabalho.

Equipe docente:

Vânia C. R. Bezerra - Psicóloga com Aprimoramento em Psicologia Hospitalar e Doula
Karina I. De Groote - Enfermeira Obstétrica e Doula
Tatiana F. Nagliati - Psicóloga com Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental e Doula
Erika T. Blanco - Fisioterapeuta com Especialização em Acupuntura e Doula
Geise Martins - Educadora Física, Terapeuta e Doula.
Merlin Leal Pegatin - Educadora Física e Pedagoga

Hospedagem: estamos indicando o Malibu Hotel - fica próximo do local do Curso - (8 quadras) - evitando assim a necessidade de despesas com táxi todos os dias.

http://www.hotelmalibu.com.br/files/home.asp

Se precisar de mais informações pode entrar em contato pelo tel: (16) 99794-3566 com Vânia.


terça-feira, 28 de junho de 2016

Fabiana e Lula recebendo seus filhos, Raul e Diogo.

Fabiana um dia ligou o rádio e escutou um programa que falava sobre a humanização do parto e os prejuízos que uma cesárea com hora marcada pode ocasionar. Ficou surpresa com o impacto sobre a saúde do bebê e foi o que bastou pra resolver fazer o que pudesse para ter a melhor experiência possível. Me contratou como doula e logo começamos as reuniões de preparação para o parto. Assistimos vídeos, tiramos duvidas, conversamos bastante, e ela fez seu plano de parto.

O quintal dela é lindo, espaçoso, uma varanda boa, e eu imaginando ela andando por ali e tendo contrações até que seria a hora de irmos para a maternidade.

Recebi mensagem pela manhã de que as contrações estavam começando, e no final da tarde ela ligou dizendo que o médico entraria de plantão na maternidade e tinha pedido para ela passar por lá. Bem calmamente foram para lá e o TP já estava evoluindo. Quando cheguei ela tinha acabado de ser submetida a exame de toque pela plantonista do SUS, que pelo que entendi tinha ido até lá sem ser chamada, enfim, não entendi nada da razão pela qual Fabiana teve que ser submetida a exame por outra médica já que o médico dela estaria chegando em poucos minutos.

Enfim, o exame deu que Fabiana estava com mais de 4 cm e a tal médica do SUS assinou a internação pelo convênio. Fomos encaminhados para o quarto maior onde cabe a banheira inflável no banheiro e o Lula trouxe as malas, fui ajudando os dois a criarem um clima favorável.


O tempo foi passando, as contrações realmente mais fortes e mais próximas. Massagens, suquinhos, cócoras para ajudar o bebê descer. 9 cm! Tudo evoluindo bem!

Chuveiro, banheira enchendo, bebê sendo auscultado a intervalos, tudo certo!

Aí o cansaço começou a pegar, e o marido, eu e a enfermeira ali incentivando, ajudando essa mulher a vencer essa barreira.

As horas foram passando e novo toque: os mesmos 9cm.

Vamos em frente, vamos em frente... Fabiana começou a falar muito sério que a dor estava demais, e a cada contração o clima foi ficando mais pesado, e ela pedia cesárea. Ainda enrolamos um tempinho, confiantes de que logo ela sentiria os puxos e Raul nasceria. Mas as auscultas infelizmente continuavam no mesmo lugar, não desciam, não desciam, não desciam...


Então Fabiana tomou a rédea da sua história e falou olhando bem nos olhos da enfermeira: "eu quero que chame o médico, eu não quero mais sentir essa dor, o bebê não está mais baixando".

E assim foi feito, com todo o respeito pelo tempo dela e do bebê. A equipe foi chamada, ela foi para o centro cirúrgico, e eu fui também para fotografar pela janelinha. Fiquei surpresa com as regras, tinha uma auxiliar de enfermagem que ficava olhando pela janelinha pra me dizer quando eu poderia olhar também. Falei que já trabalhei em hospital, que já vi  muita cesárea, mas não arredou pé. Pelo menos não até que a pediatra me cumprimentou e falou que eu poderia ir. :)

Tirei várias fotos e depois fiquei pertinho do bebê por alguns minutos.

Enquanto ela e o bebê ficaram em observação o Lula correu até em casa para tomar um banho e voltar renovado. Quando a enfermagem veio avisar que ela já estava vindo para o quarto eu liguei pra ele e ele já estava entrando na maternidade.

Fiquei por ali até ela ir para o quarto e amamentar. Raul pegou o peito de primeira, e tão perfeitamente que surpreendeu a todos!



Conversamos um pouquinho e Fabiana estava bem cansada. Lula estava apoiando o braço dela para o Raul poder mamar o quanto quisesse.

E foi assim que os deixei, uma família se re-encontrando e se adaptando, tudo com muito amor.

Quando voltei para a visita pós-parto conversamos bastante e chegamos a conclusão de que poderia sim ter sido um parto normal se em nossa cidade tivéssemos acesso a analgesia peridural. Mas ainda temos esse limite seríssimo, infelizmente.



De qualquer forma Raul se beneficiou imensamente do tempo que teve para se adaptar às contrações que levam estimulo e acordam os reflexos que o bebê vai precisar logo depois de nascer.

Fabiana e Lula, sou muito grata por ter participado desse momento tão lindo da chegada do Raul.

Raul seja sempre bem vindo! Que seu tempo continue sendo sempre respeitado como foi desde o seu nascimento, e que essa força que vc mostrou logo depois de nascer te acompanhe sempre!


O tempo passou... e Fabiana voltou a frequentar o GAPN, grávida pela segunda vez, buscando agora novas informações. Em várias dessas reuniões ela comentava sobre coisas que passavam pela sua cabeça quando estava em trabalho de parto, e que não havia contado pra ninguém... como isso talvez tivesse atrapalhado e agora ela estava se sentindo mais preparada.

Ela me contratou novamente e fui à casa dela pra falarmos sobre o plano de parto.


Tudo combinado, chegou o tempo de esperar pelo início do trabalho de parto. Tempo de estar aberta a surpresas. Uma noite ela me ligou, estava com dores ficando mais próximas. Fui pra lá. Playlist de músicas pra parto tocando, comidinhas, sucos, caminhadas, descansadas... as contrações foram espaçando... Lula e Raul dormindo, Fa dormindo, eu dormi. :)

Amanheceu o dia, as contrações haviam parado. Raul indo pra escola, casa entrando na rotina, fui embora. Quando as contrações recomeçarem é só chamar.



Ela passou o dia bem, no começo da noite estava com algumas contrações, foi até a maternidade, fez um cardiotoco, tudo perfeito, exame de toque, colo amolecido e afinando, quase nada de dilatação. Ela me ligou enquanto voltavam para casa, ia tomar um banho e dormir. Depois contou que chegou em casa e falou algo como : "vamos parar com essa coisa de playlist e comidinhas, não tem nada acontecendo!"

Acontece que ainda durante o banho as contrações começaram a ficar mais fortes e a durar mais.

Ali pelas nove ou dez da noite ela me chamou, pq estava doendo um tanto e o Lula não podia ficar com ela pq estava fazendo o Raul dormir. Fui pra lá, e passamos a madrugada entre o sofá da sala e a varanda, estava uma noite linda. Conversas amenas durante um tempo, depois as contrações já levando a uma concentração maior.



Ela pendurou a mangueira de jardim na viga da varanda e se acocorava ali algumas vezes durante as contrações. Outras vezes ficava sentada na beira da cadeira, eu fazia massagem nas costas, quando passava ela se ajeitava, colocava as pernas pra cima e tirava uns cochilos. Eu me deitava no sofá e esperava a próxima contração. Outras vezes saia no quintal e ficava observando o céu. E todas as vezes, na contração, eu me aproximava e ajudava.

Perto das 4 e meia da manhã a bolsa rompeu. E bem pouco tempo depois as contrações ficaram mais fortes e próximas. Ela foi chamar o Lula e avisar que iriamos para a maternidade no meu carro. Colocamos tudo que era preciso levar no carro, ela se trocou, e fomos.

Ele iria colocar o Raul no carro e iriam pra maternidade com calma. A maternidade havia dito que permitiria que ele estivesse presente. Inclusive no youtube tem um vídeo de parto com uma criança mais velha junto no quarto. Por isso ela escolheu essa maternidade.

Chegamos lá, ficamos na recepção, impressão de demora no atendimento, mas é que quando as contrações estão próximas e fortes a gente fica querendo ajeitar tudo rápido pq sempre dá impressão de que pode nascer...

Enfim, a enfermeira chegou e a levou pro quarto onde aconteceria o parto. Dilatação completa, bebê baixo, não demorou quase nada pra enfermeira chamar o obstetra e a pediatra.

Fabiana ajeitada na banqueta, liguei pro Lula pra falar pra ele subir que ia nascer, ele tinha voltado pra casa pra buscar algo que o Raul precisava.

Me sentei na frente dela, segurando as mãos e ajudando respirar... a enfermeira chegou, fui trocar de lugar, ela não queria que eu me mexesse. :) Esperei a contração passar completamente, ela respirou, e troquei.

Ela respirando e fazendo força conforme seu corpo pedia, bebê chegando.

Obstetra chegou, foi trocar de lugar com a enfermeira, Fabiana não queria que a enfermeira se mexesse.:D

Em cada parto a gente aprende mais. E o respeito a tudo que a mãe está sentindo faz parte do nosso trabalho. Bem divagar eles trocaram de lugar.

E poucas contrações depois, Diogo nasceu. Sob o olhar espantando de sua mãe, que dizia:  mas já?!

E o obstetra completou: "diferente da outra vez né"?

Todos felizes, logo o Lula chegou com o Diogo, a pediatra já por ali, montes de sorrisos!

Quando fui embora, Fabiana estava tomando café da manhã e conversando com sua família, completamente encantada.

Desta vez ela conseguiu acessar suas inseguranças, venceu seu medo do relógio, até desligou a musica! E aí o parto veio: forte como precisava ser, mas a seu tempo, e parando durante o dia, pq Diogo gosta da noite! :)

Parabéns de novo Fabiana e Lula! E seja bem vindo Diogo! Muita luz e muita saúde, sempre!

Abraços!

Vânia.



segunda-feira, 20 de junho de 2016

Carolina e João recebendo o Davi


A preparação para o parto é sempre uma fase especial. Dúvidas e receios vão ficando para trás, enquanto informações vão sendo absorvidas, e os cuidados realmente necessários para o parto vão sendo providenciados.

Carolina e João formavam um casal bastante focado na preparação. Assistimos vídeos de bebês nascendo enrolados no cordão, roxinhos como é o esperado... e falamos sobre as opções para o parto. Fizeram suas escolhas e passaram a aguardar o dia que Davi escolheria para nascer: no tempo dele e sendo muito respeitado desde o início.

No dia 20 de janeiro recebi uma mensagem às 7 da manhã: "Oi Vânia, acho que minha bolsa estourou". Trocamos algumas mensagens, liquido claro, cheiro característico mas tão leve que ela não tinha certeza... Ao longo da conversa concluímos que sim, era mesmo a bolsa! Então orientei para continuar observando e tomar um café da manhã gostoso e reforçado.

Viva! Foi dado o sinal de que o bebê está começando a se aprontar para nascer!

Também orientei para mais tarde passar na maternidade (da qual ela é vizinha), auscultar o bebê (por que ela disse que ele não estava mexendo muito, mas nesse horário do dia ele sempre foi mais quieto...). Passar por uma consulta ainda facilita na hora da internação porque aí o cadastro já está feito...

Ela também contou que estava com torcicolo desde a noite anterior! Recomendei que procurasse um atendimento com fisioterapeuta pra dar uma melhorada nisso, porque trabalho de parto com torcicolo já complica né?

Ao longo da manhã continuamos trocando mensagens, ela passou pela maternidade, foram ao consultório do médico buscar uma  receita de antibiótico para começar a tomar ( pq o exame de strepto dela tinha dado positivo), e ela conseguiu passar por uma fisioterapeuta. O pescoço já estava melhorando.

Às 3 da tarde ela disse que as contrações tinham começado, estavam mais ou menos de 10 em 10 minutos e passavam rápido, uma dorzinha nas costas. Perguntou sobre o uso da bola e chuveiro, respondi que sim, mais para descansar as pernas, para estar com mais energia quando as contrações ficassem mais fortes e próximas.

E às cinco da tarde já estavam de cinco em cinco minutos e durando 40 segundos. Tudo se encaminhando muito bem!

Na maternidade haviam recomendado que ela voltasse mais tarde para monitorar o bebê (os batimentos cardíacos). Recomendei que ela fizesse isso logo após a troca de plantão, assim já seria atendida pela enfermeira plantonista da noite.

Às 18h15 recebi uma mensagem do João: "Oi Vânia, as contrações estão mais próximas e ela pediu pra vc vir".

Cheguei 18h30, encontrei-a na sala, ajoelhada e abraçada na bola de pilates. Essa posição é praticamente uma unanimidade entre as mulheres em trabalho de parto. Já vi até nascer nessa posição. :)

Ficamos mais um pouco, ela tomou açaí, e logo as contrações começaram a vir de dois em dois minutos. Fomos nos preparando para ir para a maternidade.

Eles tinham planejado ir à pé e assim foi feito! Duas quadras até chegar à recepção, e mais um corredor bem comprido até chegar ao elevador que nos levaria ao terceiro andar.

20h00 - Chegando lá, atendimento cuidadoso, avaliação inicial, 8cm! Sorrisos e incentivos, banheira enchendo.

 Malas chegaram (as malas sim, deram a volta na quadra no carro. :)

Internação feita, espera respeitosa pelo tempo natural, água quentinha, banho de imersão, alívio, relaxamento.

Sinais de partolândia, Carolina dizendo que está se sentindo "meio aérea".

Sim, tudo bem, faz parte do amolecimento do corpo para o bebê poder passar pro lado de cá!

João ligou pra mãe dele e pediu pra ela mandar um café forte. Vantagens de estar perto!



22h45  eu e a enfermeira tivemos a impressão de que estava muito muito perto de nascer. Obstetra e pediatra foram chamados, às 23h00 já chegaram, ficaram por perto, algumas contrações com puxo (mãe fazendo força pro bebê nascer), as contrações deram uma espaçadinha.



Com tranquilidade, médico e médica saíram do quarto, ninguém falou nada sobre pressa nem relógio correndo... se a mãe está bem e o bebê está bem, a espera faz parte do cenário.











A enfermeira se aproximou e orientou Carolina a, dentro da banheira, ficar de pé e ficar de cócoras algumas vezes, pra ajudar o bebê a descer. Eu teria demorado um pouco mais pra fazer essa intervenção, mas Carolina aceitou, levantou-se com facilidade, fez as posições orientadas pela enfermeira, e daí a pouco o bebê apontou no períneo.





Médicos foram chamados de volta. Voltaram sorrindo, dizendo: "nossa, achei que ia demorar mais"...

Todos em vota da banheira, músicas tocando, ambiente sereno, Carolina puxando o lençol, em uma manobra para tirar a pressão do quadril e ao mesmo tempo dirigir a força para o centro, empurrando menos mas com mais eficiência.


Bebê faz a passagem sem pressa.

23h51 - Nasceu!

A enfermeira olhou o relógio quando a cabecinha passou, e quando olhou de novo já tinha nascido o corpinho todo!

- "Aaaaaaaaaaah, não vi nascer"!

E assim, com todos sorrindo em volta, ao som de "Somewhere over the rainbow" , Davi estreou nesse mundo, sendo recebido pelos braços da mãe e sob o olhar amoroso do pai. Na água quentinha como tinha sido planejado e o universo abençoou.

Davi seja sempre muito bem vindo! Que seu tempo seja sempre respeitado como foi seu nascimento, e sua vida repleta de bençãos! Saúde!

Carolina e João, muito obrigada por terem confiado na sua natureza, na sua capacidade de abrir e deixar o Davi passar, na sua capacidade de apoiar e incentivar. Juntos vocês trabalharam com perfeição.

Um grande abraço!

Vânia Doula.